Redação com Alagoas na Mídia
Por Paulo Marcello Tavares
Foto: Reprodução
Fonte: Alagoas na Mídia

Irmãos Wright criaram “estilingue gigante”, afirma professor Thiago Abel sobre o verdadeiro pai da aviação
O vôo dos irmãos americanos precisou de ajuda para ser realizado
A secular polêmica sobre quem, de fato, conquistou os céus primeiro, ganhou um novo capítulo nesta semana. Em entrevista exclusiva, o historiador e professor Thiago Abel, do Colégio de Ensino Básico Santa Esmeralda (Cebase), de Arapiraca (AL), trouxe à tona uma análise técnica que questiona o pioneirismo dos americanos Orville e Wilbur Wright, classificando o aparato utilizado por eles como um “estilingue gigante”.

Para Abel, a distinção entre um “vôo controlado” e um “salto assistido” é a chave para entender por que, sob a ótica da engenharia aeronáutica e do rigor histórico, o brasileiro Alberto Santos Dumont permanece como o legítimo Pai da Aviação.
O “Voo” que precisou de ajuda
A crítica do professor foca no sistema de lançamento utilizado pelos Wright em 1903, na Carolina do Norte. Enquanto o 14-Bis, de Santos Dumont, decolou por meios próprios em 1906, o Flyer, dos americanos, dependia de trilhos e, posteriormente, de uma catapulta de pesos para ganhar velocidade.
“O que os Wright fizeram foi uma façanha de engenharia, sem dúvida, mas eles não decolaram. Eles foram lançados por um estilingue gigante”, afirma o professor Thiago Abel.
“Um avião, por definição, deve ser capaz de sair do solo utilizando apenas sua própria força motriz, diante de uma comissão oficial. E foi exatamente isso que Dumont fez no Campo de Bagatelle.”
Critérios de Paris vs. Sigilo Americano
A argumentação do Professor Thiago Abel também repousa sobre a transparência dos atos. Em 1906, Santos Dumont convocou a imprensa e o Aeroclube da França para testemunhar seu feito. Já os experimentos dos Wright foram realizados de forma privada, sem testemunhas oficiais e sem o cumprimento de protocolos que hoje definem a aviação moderna.
O Legado de Dumont

Além da decolagem, o professor destaca que o brasileiro “ensinou o mundo a voar” ao disponibilizar seus
projetos para domínio público, permitindo que outros inventores aprimorassem a tecnologia.
“A aviação não é apenas sobre quem saiu do chão primeiro em segredo, mas sobre quem estabeleceu os padrões de navegabilidade e controle que usamos até hoje”, conclui Abel.





