A Prefeitura de Arapiraca iniciou uma nova etapa no enfrentamento à dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o município está implantando um sistema de monitoramento por meio de ovitrampas, armadilhas que permitem identificar com maior precisão as áreas de circulação do inseto.
Para garantir a execução da estratégia, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde participaram de uma capacitação realizada nos dias 18 e 19 de junho. O treinamento reuniu supervisores de endemias, técnicos da Vigilância em Saúde e laboratoristas, que receberam orientações sobre instalação, acompanhamento e análise dos dados coletados pelas armadilhas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a conteúdos voltados para vigilância entomológica, área responsável pelo monitoramento de insetos transmissores de doenças. Também foram apresentados protocolos operacionais e ferramentas tecnológicas que auxiliam no registro e na contagem dos ovos depositados pelo mosquito.
A programação incluiu ainda atividades práticas em campo. As equipes realizaram a instalação das ovitrampas em locais estratégicos, além do georreferenciamento dos pontos monitorados, permitindo um acompanhamento mais detalhado das áreas consideradas vulneráveis.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a iniciativa amplia a capacidade de resposta do município diante de possíveis focos de infestação. Com informações mais precisas, as ações de combate podem ser direcionadas de forma rápida e eficiente, reduzindo os riscos de surtos de dengue, zika e chikungunya.
A secretária municipal de Saúde, Rafaella Albuquerque, destacou que a prevenção é uma das principais ferramentas para proteger a população. De acordo com ela, o uso das armadilhas fortalece o trabalho das equipes que atuam diariamente nos bairros e contribui para o planejamento de medidas mais eficazes de controle do mosquito.
As ovitrampas funcionam de maneira simples. Os recipientes contêm água e uma superfície apropriada para atrair as fêmeas do Aedes aegypti, que depositam seus ovos no local. Após a coleta do material, técnicos realizam a análise para identificar a intensidade da atividade do mosquito em cada região monitorada.
Com a adoção da tecnologia, Arapiraca passa a contar com um sistema mais moderno de vigilância, capaz de antecipar riscos e orientar estratégias preventivas antes do aumento significativo dos casos de arboviroses.
Redação com Assessoria






